O Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Comunicação (CNSECOM) liderou uma missão oficial em Portugal para acompanhar o processo das eleições autárquicas e mapear boas práticas em comunicação pública, transparência, governança da informação e enfrentamento à desinformação.
Representado pelo vice-presidente e secretário de Comunicação de Alagoas, Wendel Palhares, o CNSECOM integrou uma comitiva formada por representantes da academia e de instituições públicas dos dois países. A delegação participou de visitas técnicas, reuniões com o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP/Universidade de Lisboa) e observações em campo em concelhos da área metropolitana de Lisboa e do Oeste.
A missão teve como foco identificar estratégias de comunicação de serviço, protocolos de checagem e fluxos de informação que garantem integridade e confiança no processo eleitoral português. Também foram realizados testes de uso responsável de inteligência artificial aplicada à comunicação pública — com ênfase em modelos que ampliem a transparência e reduzam custos operacionais para governos estaduais e municipais.
A experiência foi destaque em ampla reportagem publicada pelo Público Brasil, que ressaltou o protagonismo do CNSECOM na cooperação internacional e a importância do intercâmbio técnico entre Brasil e Portugal.
O trabalho integra as ações preparatórias para o I Summit de Comunicação Pública Lisboa–Brasil, que será realizado em novembro, na Universidade de Lisboa. O evento marcará o início de uma série de quatro seminários internacionais CNSECOM–ISCSP voltados à construção de políticas públicas de comunicação democrática, à inovação tecnológica e à defesa da integridade informacional.
“Comunicação pública é tecnologia de confiança. Observar as eleições em Portugal é aprender, no terreno, como Estado, universidades e imprensa organizam respostas à desinformação e entregam informações úteis ao cidadão”, afirmou o secretário Wendel Palhares.
A missão reforça o papel do CNSECOM na promoção de uma comunicação pública baseada em evidências, inovação e cooperação internacional. A troca de experiências entre Brasil e Portugal abre novos caminhos para o desenvolvimento de políticas mais transparentes, acessíveis e alinhadas aos desafios contemporâneos da informação pública.